quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O vermelho europeu

Pegando um trem na Gare du North em Paris e percorrendo cerca de 2500 quilômetros chegamos ao coração vermelho da Europa, Moscou.

Capital da atual Rússia, a cidade é o centro de um país onde a brutalidade e a delicadeza são inseparáveis, capaz de produzir bombas atômicas e passos de balé. Moscou também já foi centro de um dos maiores impérios do planeta, além de sediar o centro do poder da antiga URSS.

Do Império Czarista ao periodo soviético e assimilando o mundo moderno em apenas um século, três cidades parecem terem sido construídas em um mesmo lugar. Porém, ao invés de desconfigurar a cidade, essa conturbada história contribuiu para o surgimento de uma cidade de identidade própria, onde catedrais do século XV dividem espaço com monumentos comunistas.

A capital russa abriga uma magia que vai além de suas ruas e construções. Sua cultura transparece nos seus monumentos, museus, teatros, bibliotecas. Referência no balé e na ópera, o Teatro Bolshoi se encontra localizado em Moscou assim como Museu Estatal Pushkin de Belas Artes, um dos maiores museus do mundo dedicado à arte européia. Mas sem dúvida o que mais atrai os turistas para a Cidade Mãe da Rússia é a famosa Praça Vermelha. É nela que se encontra o Kremlin, sede do poder político russo. Além de abrigar a fabulosa Catedral de São Basílio (foto ao lado), com seus bulbos coloridos que atraem qualquer apreciador de arte. A Praça Vermelha ainda abriga o Mausoléu de Lênin e o Museu Nacional de História (foto acima).

Aos futuros visitantes da capital russa é necessário saber que suas malas provavelmente vão precisar de algumas roupas a mais, devido ao clima da cidade. Influenciado pela corrente fria da Sibéria, o clima no inverno chega aos 12 graus negativos enquanto no verão é mais ameno, ficando entre os 18 e 22 graus.
Dicas aos "companheiros":

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cidade-Luz

Só o nome "Paris" já faz as pessoas lembrarem das suas luzes e do seu clima romântico. É uma cidade que não precisa de grandes apresentações. Esse vídeo contém alguma imagens com os pontos turísticos mais famosos da capital francesa.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Vale Encantado

Saindo do antigo continente e atravessando o Atlântico, por quase nove mil quilômetros, chegamos na Chapada Diamantina na Bahia, mais precisamente no Vale do Capão. A região permaneceu intocada até o início do Ciclo do Ouro no Brasil, quando descobriram jazidas de pedras preciosas, principalmente de diamantes. Hoje a região vive basicamente do turismo, devido à suas belas paisagens e belezas naturais.
O Vale do Capão se encontra entre duas serras, a do Candombá e a do Morro Branco. É formado basicamente por uma pequena vila, onde ocorrem quase todos os eventos da comunidade. Em épocas de alta estação como o reveillon e principalmente o São João (férias do meio do ano), a Vila, como é chamada pelos moradores e visitantes, ganha vida. Barracas de artesanato são montadas, pequenos shows e apresentações dão um novo colorido ao Vale.

Dentro da Vila, a pizza do suiço Thomas é imperdível. Existem apenas dois sabores, uma salgada, vegetariana, e uma doce feita com banana. Existem ainda diferentes opções para diferentes gostos, desde massas mais requintadas até os famosos PFs (prato feito).

Apesar da vila encantadora, o que realmente atrai os visitantes são as belezas naturais da região. Trilhas que levam à cachoeiras, rios, paisagens estonteantes fazem do Vale do Capão uma região muito procurada por diferentes turistas aventureiros interessados no Ecoturismo. Um dos principais atrativos da região é a famosa Cachoeira da Fumaça (foto ao lado). O motivo do nome se dá pelo fato de que, devido a altura da queda, a água evapora antes de tocar o chão. Outra trilha muito procurada é a que leva ao Rio Preto e Rodas. Para os mais dispostos existem trilhas mais puxadas como a do Vale do Paty, que tem duração de 5 dias e a distância percorrida chega aos 70 quilômetros.

As acomodações variam de acordo com o gosto do visitante. De campings a pousadas arrumadas, todos os gostos são contemplados no Vale. Mas, assim como na maioria dos lugares, em épocas de alta estação os preços, principalmente das pousadas, ficam mais salgados.

O clima da região é tropical semi-úmido. O verão é seco e quente, enquanto o inverno é agradável. O melhor período de visitar o Capão é no meio do ano, pois a manhã é ótima pra caminhar e a noite é possível colocar uns casacos para se aquecer do frio, que pode chegar aos 10 graus.
Em busca do Vale Encantado? tente aqui:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O nome engana..


Praga, localizada a 446 km de Budapeste, é a capital da República Tcheca. Conhecida como a "cidade das cem cúpulas", Praha (nome em tcheco) é um dos mais belos e antigos centros da Europa, famosa pelo extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural.

Por algumas décadas Praga permaneceu fechada ao mundo, já que, até então, a Tcheco Eslováquia era alinhada com o bloco comunista, liderado pela União Soviética e por tabela "fechado" à visitantes. Com a derrubada do comunismo soviético, os portões dessa cidade histórica se abriram e deram aos curiosos a oportunidade de conhecer a "Pérola do Oriente".


Praga é cortada pelo rio Vltava e, em termos turísticos, é dividida em cinco partes: Josefov, Staré Mésto, Nové Mésto, Malá Strana e Prazský Hrad a Hradcany. Cada um desses "bairros" tem sua beleza e características próprias, é necessário no mínimo um dia inteiro, em cada um, para conhecê-los um pouco melhor. Na margem direita do Vltava estão Josev (bairro judeu), Staré Mésto,a Cidade Velha, onde está o centro, e Nové Mésto, Cidade Nova. Andar pela Staré Mésto é como voltar 600 anos no tempo. Sua função na época medieval era servir de como mercado da cidade e ao longo dos séculos seguintes diversos prédios foram construídos ao seu redor, em estilo romanesco, barroco e gótico. As outras duas partes da cidade se localizam à margem esquerda do rio, Malá Strana, onde todas as construções são anteriores ao século 19, e Prazský Hrad a Hradcany, local do castelo de Praga (foto ao lado), onde foi fundada a cidade.


Há quem diga que Praga é a cidade mais bonita da Europa. Parte do roteiro romântico europeu, a cidade é cenário para casais abertos à novas culturas, num ambiente onde a beleza da cidade é representada pela arquitetura das catedrais góticas, palácios barrocos e edifícios Art Nouveau.

O clima na cidade de Praga é continental, com temperaturas baixas no inverno, chegando aos 4 graus negativos e no verão temperaturas medianas, atingindo os 23 graus. A melhor época pra visitar a cidade é na primavera, quando o clima é mais suave.
"Duas colherinhas de sites interessantes, por favor":

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Pérola do Danúbio

Não muito longe do nosso último destino, acerca de mil quilômetros, Budapeste ergue-se nos arredores do rio Danúbio.

A história da cidade é dividida em três partes. Em 89 a.C os romanos fundaram a cidade de Anquincum, no lado direito do Danúbio, que viria a se chamar Ôbuda ("Velha Buda" em húngaro) que hoje é subúrbio de Budapeste. De 106 d.C até o século IV, Anquincum foi a capital da província romana na região. Enquanto isso, na margem esquerda do rio, foi surgindo uma população chamada Peste (Pest em húngaro). A última parte da "construção" da cidade ocorreu por volta de 1241 quando, ao sul de Ôbuda e na frente de Peste, os magiares ergueram um castelo real (imagem acima), em uma localidade que viria a se chamar Buda. As regiões, porém, só foram unidas em 1849 por decisão do governo.

Hoje em dia, a parte "Buda" da cidade se caracteriza por um sobe-e-desce de ruas arborizadas fazendo sombra para belas residências, enquanto "Peste" é uma planície por onde se espalham animadas ruas comerciais, parques e teatros.

Por ser uma cidade cortada por um rio como o Danúbio, uma de suas atrações são suas pontes, sendo a mais famosa delas, a Ponte Széchenyi. Ao todo são nove que conectam todo o conjunto da cidade, o que faz dela um atrativo aos amantes da arquitetura, barroca e principalmente art nouveau. Os prédios são caracterizados por telhas coloridas e adornos nas portas e janelas, o que força a caminhada num ritmo mais lento, afim de observar todos os detalhes que fazem cada prédio ser único.

Conhecida também como "Paris do Leste", Budapeste também não deixa a desejar no romantismo. Muito iluminada ao anoitecer, a cidade faz parte de um possível tour romântico para casais na Europa.
Outro atrativo de Budapeste são os banhos em suas águas termais (foto ao lado), abrigadas por belíssimas construções. Por isso, roupas de banho são bem-vindas para aqueles que se interessam em usufruir dessas "jacuzzis" naturais.

O clima da cidade é temperado continental, pelo fato de ser longe do oceano. Isso implica em invernos frios e nebulosos, com muita neve e verões quentes. Ou seja, a depender da época, sua mala pode ter mais ou menos roupa.



Sites interessantes para conhecer melhor a "Pérola do Danúbio" ou a "Paris do Leste" ou Budapeste, como desejarem:



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Istambul, Constantinopla ou Bizâncio? Você escolhe.

Tomando um Boeing 747 do Nepal e gastando mais umas 5 horas de viagem, chegamos à Istambul, maior cidade da Turquia.

Essa histórica cidade tem seu início por volta de 667 a.C. quando colonos gregos fundaram-na. Bizâncio era seu nome original e já fez parte de diferentes impérios. Em 191 a.C ela passou a ser aliada do Império Romano e posteriormente foi anexada como parte do seu território. Com a derrocada romana e a divisão do império, Bizâncio se torna capital do Império Bizantino e a cidade é renomeada em homenagem à Constantino I, com o nome de Constantinopla. No ano de 1453, Constantinopla se torna território do Império Otomano, permanecendo com esse nome até o ano de 1930, quando é rebatizada oficialmente como Istambul.

Pode se dizer que Istambul é a única cidade do mundo sobre dois continentes, uma parte de seu território está Europa, outro na Ásia. Devido à sua localização e à sua história, a cidade é palco de uma grande diversidade cultural, onde convivem cristãos e muçulmanos há séculos. Templos de divindades romanas, arte bizantina e o estilo islâmico compõem o cenário de Istambul. A Mesquita Azul (foto acima) e a Basílica de Santa Sofia (foto ao lado) brigam pela majestade da cidade e são, sem dúvida, dois pontos de parada obrigatória aos visitantes. Existem ainda inúmeras mesquistas, igrejas, sinagogas e palácios dignos de visita.
O clima de Istambul é temperado úmido. Quem se aventurar pode esperar verões quentes e úmidos, assim como invernos frios chuvosos e com nevadas ocasionais. Durante o inverno, as temperaturas variam de 3 aos 8 graus centígrados, mas podem chegar até 5 graus abaixo de zero. No verão, os 28 graus centígrados possíveis podem incomodar um pouco aos mais calorentos. Dependendo da época da viagem, o conteúdo da mala pode variar bastante.
Istambul é uma cidade altamente cosmopolita, onde se encontra desde mulheres escondidas em suas burcas negras, até turcas super produzidas, com jóias espalhafatosas, panos coloridos, maquiagem importada, jeans e perfume francês.
Toda esta pluralidade dá vida à essa cidade de quase 3 mil anos que é, sem dúvida, mais um ponto de parada obrigatória nas nossas viagens.
Curioso(a)?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

É o pico!

A 16.600 km da Patagônia localiza-se o Nepal, espremido entre a Índia e a China. O país é costeado pela cordilheira do Himalaia (foto acima) que abriga o ponto mais alto do mundo, o Monte Everest. As principais cidades nepalesas são Lumbini, onde nasceu o Sidarta Gautama, mais conhecido como o Buda e sua capital Kathmandu.

Apesar de ser o berço do líder budista, a religião predominante é o hinduísmo, embora ela ceda alguns espaços para a crença budista. Essa dualidade enche o região nepalesa de templos hindus e pagodas budistas.

Não é à toa que o Nepal é o lar do Everest. Seu território é muito íngreme e mais da metade do país se encontra nas montanhas do Himalaia, em picos como o Kinchinjuga, o Dhaulagiri e o Makalu. A sua área é divida em três regiões: o Terai, localizado ao sul do país perto da Índia, a região dos Vales com altitudes entre mil e dois mil metros e a região do Himalaia, superior aos dois mil metros.

Seguindo a linha do ecoturismo, o Nepal é um ótimo atrativo aos amantes dos esportes de aventura que vão para lá em busca das tão comentadas escaladas, trekking, balonismo, rafting.


Sem deixar de lado os amantes da flora e da fauna, que encontram belos parques nacionais como o Parque Nacional Real de Chitwan e o de Sagarmatha.

O clima nepalês varia com a região. A melhor época de visita ao país é no inverno, pois não chove muito e não há o calor sufocante do verão. Porém, durante a noite as temperaturas caem abaixo de zero grau, enquanto que nas manhãs a temperatura varia dos 10 aos 25 graus. Devido ao fato de ser um país feito para trilhas, é indispensável a presença de roupas e calçados confortáveis para as caminhadas.

Em suma, o Nepal é um mosaico de raças (a população nepalesa é composta de 12 etnias) e distintas culturas que convivem em harmonia e paz. A vida no país, por sua vez, é muito dura. As zonas rurais são muito pobres e a taxa de analfabetismo é enorme. A população nepalesa é bastante solidária e trata o estrangeiro com respeito e cortesia.

Definitivamente é um país a se visitar, seja por sua cultura, seja por suas incríveis belezas naturais.


Ainda tá com fome?
http://http//www.princesstravel.com.br/paginas/destinos.asp?destino=6
http://http//pt.wikipedia.org/wiki/Nepal
http://http//www.adventureclub.com.br/roteiros_new/apresentacao.asp?idioma=pt&source=109&menu=&img=apr&type=0&gclid=CJ3-keLuhJYCFQOIFQodIy6rFA